Probabilidade pré-teste de cardiopatia isquêmica

APS Inteligente · Fonte única: TeleCondutas — Cardiopatia Isquêmica (TelessaúdeRS-UFRGS, 2017)

Nada é salvo nem enviado
Paciente
Sexo
Características da dor (Quadro 1)
Fatores de risco
Sinais clínicos adicionais

Material de referência

Conteúdo consultável do TeleCondutas — Cardiopatia Isquêmica (TelessaúdeRS-UFRGS, 2017), fora do cálculo desta ferramenta.

Classificação funcional da angina estável (CCS)

Quadro 3, p. 5 (Sociedade Canadense Cardiovascular)

  • Classe I — atividades comuns (caminhar, subir escadas) não causam angina; sintoma só em esforço extenuante ou prolongado.
  • Classe II — limitação leve; angina ao caminhar mais de duas quadras no plano ou subir mais de um lance de escadas.
  • Classe III — limitação marcada; angina ao caminhar 1 a 2 quadras ou subir um lance de escadas.
  • Classe IV — angina a qualquer atividade física, podendo ocorrer em repouso.
Tratamento farmacológico e Tabela 1 de medicamentos

p. 9-11 (cardiopatia isquêmica estabelecida)

Prevenção cardiovascular: antiagregante plaquetário (AAS 100 mg/dia; clopidogrel 75 mg/dia na intolerância ou alergia) e estatina de alta intensidade como prevenção secundária.

Antianginosos: betabloqueador (primeira escolha, alvo de FC próxima a 60 bpm), bloqueador de canal de cálcio (anlodipino, verapamil ou diltiazem) e nitrato (sublingual para sintomas agudos; de uso fixo com intervalo livre de 12 h para evitar tolerância).

IECA: benéfico na redução de mortalidade e eventos, sobretudo pós-infarto, disfunção ventricular, diabetes e hipertensão.

  • Betabloqueadores: propranolol, atenolol, metoprolol, carvedilol.
  • Bloqueadores de canal de cálcio: anlodipino, verapamil, diltiazem (nifedipina retard).
  • Nitratos: isossorbida (di/mononitrato); dinitrato sublingual 5 mg até 3 comprimidos; propatilnitrato.
  • IECA: enalapril, captopril. Antiplaquetários: AAS, clopidogrel, ticlopidina. Estatinas: sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina, pravastatina.
Acompanhamento na APS

p. 8-9 (periodicidade e controle de fatores de risco)

  • Periodicidade das consultas: em torno de 4 a 12 meses, conforme gravidade, adesão e fatores de risco.
  • A cada consulta, reavaliar a classe funcional da angina; piora sugere otimizar tratamento e investigar fatores de descompensação.
  • Controle de fatores de risco: cessação do tabagismo, dieta cardioprotetora, exercício regular, PA < 140/90 e, em diabéticos, HbA1c < 7%.
  • Aumento da frequência ou duração da dor, ou dor em repouso: encaminhar à emergência (angina instável / IAM).
Manejo da doença arterial coronariana aguda e encaminhamento

p. 12 (suspeita de IAM ou angina instável)

  • Suspeita de IAM ou angina instável: encaminhar para atendimento emergencial.
  • Enquanto aguarda a ambulância: repouso, sinais vitais e ECG, AAS 100 mg (3 comprimidos mastigados), oxigênio se hipóxia e nitrato sublingual (exceto em hipotensão ou uso de inibidores da fosfodiesterase-5).
  • Encaminhamento ao cardiologista: estratificação após evento agudo; diagnóstico recente de alto risco (> 90%); sintomático apesar de tratamento otimizado; ou impossibilidade de investigação não invasiva em probabilidade intermediária/alta.